Eu tenho um endereço


“O Senhor é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação.” Sl. 9. 9

Você já passou por um susto que durou segundos, mas que para explicar todas as sensações que você tece, tudo que você viu demorou horas? Eu já. Uma vez, entrei em uma curva muito fechada acima da velocidade que me seria segura. O carro rodou e tombou, não chegou a capotar, apenas tombou para o lado esquerdo, me fazendo quase encostar o rosto no chão e depois voltou e parou na posição correta. Que livramento! Não sofri nenhum arranhão e nem o carro! Foram apenas alguns segundos, mas posso ficar bastante tempo descrevendo tudo que senti, tudo que vi. Parece que uma super câmera lenta foi ligada naquele momento, pois em segundos, vi coisas com riquezas de detalhes.

Quando estamos em um tempo de angustia, segundos parecem horas, horas parecem dias, dias anos, anos, uma eternidade... O apóstolo Paulo faz uma declaração que as vezes nos deixa até aborrecidos: pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. 2 Co. 4:17. “Leve e momentâneo pra ele, por que ele não está no meu lugar...” responderiam alguns. Para quem está vivendo do dia da adversidade, aqueles momentos parecem tão longos, que nunca os chamaríamos de momentâneos. Mas Paulo está usando como base de cálculo a eternidade, em relação a uma eternidade, nossos problemas são momentâneos, assim como em relação ao peso de glória produzido, eles são leves.

Mas ainda sim dói não é verdade? Mas aí temos um endereço para procurar: o refúgio de Deus! Em dias difíceis, em dias de dor, lá está o Senhor como alto refúgio nos momentos de tribulação. Vá até a presença Dele hoje, conte com riqueza de detalhes suas dores, fale tudo que você está vendo, rasgue o coração! A presença Dele virá sobre você trazendo alento, direção e vitória. Deixar de passar momentos difíceis é impossível, mas viver em sofrimento, sem esperança, sem perspectiva de vitória é opcional. Deem-me licença, estou indo para o meu refúgio...

Ter e ser...


“Seja você uma bênção. ” Gn. 12.2b

Se você conseguisse fazer um gráfico de como são dividas suas orações, qual a porcentagem gastaria pedindo coisas? Me atrevo a dizer que a maioria de nós ocuparia bem mais de 50% de nosso tempo de oração com uma lista de bênçãos a receber...

Temos muitas necessidades é verdade. E que bom que cremos que será em Deus que as veremos supridas, pois Ele é nossa fonte. Não há realmente nenhum problema em ir a Ele em oração para pedir. A Bíblia nos ensina a fazer isso. São muito os exemplos e citações de pessoas que foram desafiadas, estimuladas a pedirem incessantemente.

Mas, quando Deus fala com Abraão, lhe fazendo promessas tremendas, Ele lhe dá uma direção: Seja você uma bênção! Pedir bênçãos é bom, mas ser bênção é o alvo... Você aprende na Bíblia também sobre a lei da semeadura, ou seja, aquilo que eu planto eu colho. Então, ser uma bênção é também uma bela semeadura, que nos trará muitas bênçãos.

Quem é bênção tem livre acesso a qualquer lugar, a qualquer pessoa. Quem é bênção atrai outros. Quem é bênção cativa, frutifica, prospera, conquista. Avalie sua vida agora e responda para você mesmo: Você é uma bênção?

Sei que a porcentagem de nossas orações continuarão bastante preenchidas por nossas petições, mas antes de pedir alguma bênção, peça a Deus para que você seja uma bênção, paute suas atitudes pela Palavra de Deus, não olhe só para si, mas estenda a mão a seus irmãos e... seja você uma bênção!

Edificando para quem?


“Disseram mais: Eia, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo cume toque no céu, e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” Gn. 11:4

Existem algumas coisas que não certas ou erradas em si mesmas, mas o que define a assertividade delas é a intenção do coração. Construir, edificar uma cidade, não poderia nunca ser considerado algo ruim, desde que a intenção não fosse tão altiva como a do povo de Babel.

Edifiquemos para nós... Tornemos nossos nomes célebres e conhecidos... A motivação torpe faz abençoados projetos tornarem-se maldição. O resultado é Babel, que significa confusão. A vida de muita gente pode ser resumida em uma grande Babel. Confusão, contenda, brigas. E a origem? Uma vida pautada por ganância, ciúmes, inveja, altivez, arrogância, etc.

Consegue fazer um raio X de suas motivações hoje? Não se prenda ao “que” você está fazendo, mas pergunte-se sobre o “porquê” está fazendo. Talvez você vai chegar à conclusão de ajudou pessoas para ter benefícios em troca, de que fez um sacrifício para obter vantagens e por aí vai. Até coisas espirituais. Conhece gente que é fiel dizimista e ofertante não por entender que são expressões de adoração, mas tão somente para “obrigarem” Deus a lhes prosperar? Conhece gente que vai a cultos não para adorar, mas para “bater um cartão” que lhe assegure bênçãos? Pois então, coisas certas com motivações erradas!

Que nesse tempo, façamos sim as coisas certas, mas que nosso coração seja movido pelas motivações nobres quem vem do coração do Senhor. Lembrando a oração de Davi: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta há algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.” (Sl. 139:23,24). Que seja esse nosso clamor!

Quem é você?



Cam, pai de Canaã, viu a nudez do pai e foi contar aos dois irmãos que estavam do lado de fora.
Gn. 9:22

Noé embriaga-se e fica nu. Ao ver sua nudez, seu filho Cam sai a contar a seus irmãos. O ato de Cam expunha seu pai, diminuindo sua credibilidade e autoridade. Os outros irmãos, Sem e Jafé, tratam logo de cobrir a nudez de Noé. Interessante a postura deles, eles vão até Noé de costas, com os rostos desviados para não contemplarem a nudez do pai.

O pecado de Noé (embriagar-se) o deixou exposto (nu). Pecados sempre nos deixam expostos, nos deixam nus. A vergonha da nudez exemplifica bem o estado que ficamos ao serem revelados nossas fragilidades, nossos pecados, nossos erros.

A questão é que ainda existe muita gente como Cam, ávidos por exporem a nudez de seus irmãos. Seja pelas redes sociais, seja de porta em porta, existem aqueles que tem prazer em contar aos outros sobre a nudez de alguém, falando de suas limitações, falando de seus tropeços, falando de suas vergonhas.

Mas Deus quer levantar homens e mulheres com capas nas mãos, dispostos a andarem de costas, com rostos desviados da nudez de seu semelhante na intenção de cobri-la. Gente que cuida, não que expõe...

Seja sincero: Quem é você, o que expõe ou o que cobre a nudez de seu irmão? Cobrir a nudez nada tem a ver com compactuar com pecado. Tão somente é não se assentar em um lugar que não é nosso: o lugar de juízes.

Construtores de pontes...



Em lugar de teus pais será a teus filhos que farás príncipes sobre toda a terra. Sl. 45:16.

Eu não sei se essa é a palavra que a maioria de nós gostaria de ouvir do Senhor. Passamos muito tempo nos dedicando aos estudos, a formação profissional, somos muitas vezes estimulados a sermos os melhores. Brasileiro então já nasce ouvindo que segundo lugar não presta para nada, não deve ser considerado. Comemoração? Só estiver no lugar mais alto de um pódio. Essa realidade nos leva a desejar ser o cabeça, o Rei ou rainha...

Mas Deus sinaliza a nós, que temos uma tarefa bem mais nobre: aplanar caminhos para que outros trilhem. É isso que o Senhor fala sobre os filhos no Sl. 127.4, que os filhos são como flecha no alforje do guerreiro. A flecha chega onde o arqueiro não poderá chegar. Nossos filhos, carnais ou espirituais, chegarão onde nós não conseguiremos chegar. Isso te alegra ou te frustra?

Existem aqueles que passam a vida almejando tronos. E existem aqueles que gastam suas vidas trabalhando para construir um legado que possibilite que outros sejam coroados. Deveria ser alegria para nós construir legados que facilitem a vida dos que virão depois de nós. Já passou por cima de alguma ponte? Pois saiba que nem sempre ela esteve lá... Alguém projetou e muitos a construíram. Já construiu alguma ponte? Então mãos a obra. Existe alguém no futuro que passará por ela!

Ou tudo novo ou tudo velho...



E ninguém, depois de beber o vinho velho, prefere o novo, pois diz: ‘O vinho velho é melhor”. Lc. 5:39

Já teve uma camisa que lhe caiu tão bem, que mesmo depois dela ter envelhecido, puído, manchado, nada lhe fez abrir mão dela? Uma mãe, um cônjuge briga, nos presenteia com outra, mas nos insistimos em usar aquela...

Gostar da camisa antiga não é problema, mas agarrar-se a ela sem considerar a possibilidade de usar uma nova, sim. Os fariseus criticavam a Jesus porque Ele representava uma novidade que eles não queriam viver. Agarrados a um sistema antigo e a uma forma cúltica que havia colocado a vida em segundo plano, eles pensavam que nada poderia mudar. Não somos assim muitas vezes?

O fundador da Igreja Hillsong, Brian Houston diz que: “A mensagem de Jesus Cristo é eterna, sendo tão relevante hoje como era há dois mil anos. No entanto, o desafio para todos nós é este: Como garantir que esta geração ouça a mensagem de forma relevante em meio as milhares de outras vozes que disputam sua atenção?” Se juntasse minha pergunta da camisa a fala dele, diria: O corpo é o mesmo, mas a camisa pode ser trocada...

A fala de Jesus era na verdade uma denúncia, um alerta. Muitos estavam tão focados ao vinho velho, que nem consideravam a possibilidade de existir um novo. Tradições são importantes, mas tradicionalismo engessa. Que o Senhor nos livre de estarmos agarrados a tradicionalismos mortos, desprezando o novo que Deus quer realizar!

Boas Árvores

"
Nenhuma árvore boa dá fruto ruim, nenhuma árvore ruim dá fruto bom.”
Lc. 6.43

Já ouviu aquela expressão: O que é que tem, todo mundo faz? Usamos essa expressão quando queremos justificar algumas posturas com a prática da maioria. E, é verdade que as vezes, não temos interesse de “remar contra a maré” e acabamos por fazer conforme a maioria faz mesmo.

Um dia, Deus chateou-se tanto com os homens que resolveu destruí-los e recomeçar. Ao olhar para terra, viu a esmagadora maioria vivendo dissolutamente, mas achou um diferente. Diz a Bíblia que Noé era um homem justo e íntegro. Que coisa tremenda, no meio daquela confusão, havia alguém vivendo de forma diferenciada!

Não há justificativa, nós sempre teremos a possibilidade de dizer não ao pecado, não a um padrão de vida que desagrade a Deus. Ter uma identidade em Deus é, em muitos momentos, ser capaz de discordar da maioria. Foi assim com Daniel e seus amigos, que estando na Babilônia, decidiu firmemente em seu coração não se contaminar com as iguarias do rei, nem com o vinho ele bebia (Dn. 1.8)

Uma árvore boa, pode estar plantada em meio a árvores ruins, mas ela continuará a dar bons frutos. Não somos frutos do meio, somos frutos do sonho de Deus! Avalie sua caminha e gere frutos dignos de arrependimento!

Quem te respalda? Gl. 1.1

A epístola aos Gálatas, é escrita por Paulo entre os anos 48 e 58 d.C. Traz informações históricas preciosas sobre a vida de Paulo e o tema central é semelhante ao da epístola aos Romanos: a justificação pela fé. Judaizantes estavam tentando convencer, precisavam ser circuncidados, ou seja, queriam incutir leis e dogmas no lugar da Graça e fé.

Paulo está sendo atacado, estão questionando sua apostolicidade. Estão a questionar se ele tinha a mesma legitimidade de Pedro, João e os demais apóstolos. Por isso, ele já abre a Epístola com a declaração de que o próprio Cristo o havia designado como apóstolo antes de ele ter se encontrado com os outros apóstolos.

A declaração de Paulo é forte e imprescindível: seu apostolado não é plano de homens, nem foi conquistado através da influência de algum homem, mas vem de Deus.

Absorvemos em nosso chamado, em nossa função, em nossa vida as características daqueles que estão por trás delas... Quando a autoridade que temos nos foi conferida vem de Deus, temos nela características de Deus, mas quando nos é conferida por sistemas e conchavos humanos, por vontade de homens, sejam eles quem forem, então ela vem acompanhada de características humanas.

Um chamado, um ministério, uma vida que tem respaldo em homens tem algumas características em comum:

1.       Temporalidade. Impérios humanos passam, homens fortes morrem, obras feitas por mãos humanas acabam. O que construímos sem poder dizer que foi Deus quem fez, é também temporal. Pode ser grande e vistoso hoje e não mais existir amanhã. Em contrapartida, aquilo que fazemos debaixo da unção do Senhor, respaldado por Ele, é, assim como ele, ETERNO. Um ministério é eterno, pois seus frutos não cessam com a morte de quem o desenvolveu, um chamado é eterno, pois deixa legado a ser ouvido pelas gerações futuras.

2.       Circunstancial. As obras humanas e o homem em si, dependem muito das circunstâncias ao seu redor. Impérios, personalidades, aparecem e somem de acordo com várias circunstâncias. Aquilo que fazemos em Deus, permanece, independente do que esteja acontecendo ao nosso redor. Essa é a realidade do Sl. 91.7. O cenário é de guerra ao redor, mil caindo de um lado, dez mil de outro, mas aquele que tem a vida escondida no esconderijo do altíssimo, não está sendo atingido. Ou seja, seu estado não é afetado pela guerra ao redor, há algo maior e muito mais determinante agindo na vida dele: A presença e o propósito de Deus!

3.       Movimento baseado em interesses pessoais. Homens vivem na busca de seus próprios interesses. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”, já diz um dito popular triste, mas real ao descrever como funciona o coração do homem. Por isso vemos tantos ministérios que existem e se movem única para locupletarem-se, para suprir necessidades pessoais. Por isso vemos casamentos que acabam, na medida em que cada um buscou seu interesse e esqueceu de quem estava ao lado... Mas a Bíblia ensina que na dinâmica do Reino de Deus, maior é o que serve! Quando nosso ministério vem de Deus, nosso desejo é serví-lo, quando nosso casamento vem de Deus, nossa intenção é fazer o outro feliz, quando nossa vida é dirigida por Deus, vivemos para servir a Deus e a pessoas.

4.       Fragilidade. Homens são frágeis. A imagem bíblica do homem como vaso de barro dá-nos uma dimensão perfeita dessa fragilidade. Por mais belo e imponente que seja um vaso de barro, um simples tombo, de uma pequena altura, o reduz a cacos... Assim são ministérios, casamentos, relacionamentos respaldados por homens, por mais belos, abrangentes, impactantes que se tornem, caem e quebram. Mas aqueles firmados em Deus, permanecem, pois estão sustentados nas mãos de Deus.

Enfim, refletimos objetivamente sobre a importância da declaração de Paulo de que seu apostolado não era da parte de homens, nem por intermédio de homem algum.

Se fosse, talvez hoje não conheceríamos a história dele, não teria tido o alcance que teve. Não perduraria por tantos séculos...

Quanta gente não permanece na fé crista? Quantos casamentos não duram? Quantos projetos terminam? Tudo por que, na maioria das vezes foram fruto de vontade, intervenção e direção de homens. Influência e poder que tanto nos fascinam, enganos e desmandos de nosso coração, vontades não dominadas de nossa carne e por aí vai...

Como seria bom, se eu e você pudéssemos olhar para nossa vida e dizer: Meu ministério, minha profissão, meu casamento, minha família, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai!

Que esse seja nosso objetivo, que para isso nos esforcemos, lutemos...

Deus nos abençoe,

PR. Giovani Zainotte

Quando sei pra onde vou... Ef. 1.1



Myles Monroe disse que “a maior tragédia da vida não é a morte, mas viver sem propósito.” Creio que existam muitas pessoas perdidas nas estradas da vida. Elas caminham, correm, se cansam, mas sem propósito. Sua existência resume-se tão somente a sobrevivência.

Essa realidade, faz com a que a vida de muitas pessoas seja sem cor, sem alegria. Gastar nossa força somente em sobreviver, andando sem saber pra onde, traz um desgaste absurdo para nós.

A provisão de Deus vem, onde o propósito se realiza. Deus só faz surgir manancial de água viva em vale árido quando a sede de alguém precisa ser saciada. Assim, quem não vive propósito, não desfruta de provisão.

Paulo se tornou um homem com essas questões fundamentais muito bem resolvidas dentro de si. O texto que lemos nos deixa isso claro. Analisemos suas certezas:

1.    Paulo (este sou eu)

Nome aponta para identidade. Quando alguém me pergunta: Quem é você? Prontamente digo meu nome! Ao mencioná-lo, é como se tudo que sou viesse atrelado.

Quando Paulo se apresenta, mencionando seu nome, está dizendo, sou eu, que um dia persegui cristãos, mas que depois vi uma luz, caí ao chão, conheci Jesus e hoje dou minha vida por ele!

Os filósofos gregos repetiam a máxima “conhece-te a ti mesmo”, falando da necessidade que temos de saber quem somos. Você se conhece, sabe suas potencialidades, conhece seus limites?

Existem extremos. Pessoas que por não se conhecerem, dizem que não servem para nada, que não conseguem realizar nada, que não podem chegar a lugar algum. Essas desconhecem O Salmo 8. 4-5 que diz que fomos feitos pouco menores do que Deus e coroados de glória e honra!

Outros, também por falta de conhecerem a si mesmas, se acham demais. Pensam sobre si mais do que convém. Esquecem que a Bíblia diz que somos barro, que a excelência não está no vaso, mas no tesouro que habita no vaso.

Conheça-te a ti mesmo, sabendo suas potencialidades e seus limites e em tudo, dependendo de Deus e de sua Graça!

2.    Apóstolo (isto é o que faço)

Ao denominar-se apóstolo, Paulo estava falando de seu chamado. A palavra apóstolo significa “mensageiro”. Os que tinham esse título tinham 3 funções principais: 1. Estabelecer o fundamento da Igreja; 2. Receber, declarar e escrever a Palavra de Deus; 3. Apresentar confirmações dessa Palavra por meio de sinais, maravilhas e milagres.

Então Paulo tinha claro seu chamado, sua função no corpo. O para que ele havia nascido. Mark Twain disse que “os dois dias mais importantes da sua vida são: o dia em que você nasceu, e o dia em que você descobre o porquê”.

Deus colocou dons, aptidões em nós. Descobri-las é uma grande alegria, se envolver com o chamado de Deus para nossa vida é fonte de renovo e provisão do céu.

 3.    De Jesus Cristo (é para este que faço)

Não haviam apóstolos só de Jesus Cristo. Mensageiros diferentes existiam naquela época. Mas Paulo, sabia para quem Ele fazia o que fazia...

Quando a gente abre o coração para o Evangelho de Cristo Jesus, o que estamos fazendo é definindo para que vivemos. Foi o próprio apóstolo Paulo quem disse: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.
Gálatas 2:20

Definimos também para quem fazemos as coisas. Todo o empenho de Paulo, todo seu vigor passou a ser com a finalidade de glorificar a Jesus. Era para Ele! Nossa vida precisa ser para Ele também. Trabalho, estudo, cuido de minha família, mas em tudo, procuro fazer a vontade daquele que me chamou. Vivo para Ele!

Percebemos que essa não é a nossa realidade através de coisas simples: nossa agenda, nossas prioridades, ou mesmo em nossa insatisfação quando não reconhecem o que fizemos ou não citam nossos nomes... Quem busca a glória de homens abre mão da glória de Deus. Quem se empenha na busca do galardão que homens podem dar, desprezam o galardão de Deus, pois revelam para quem estão fazendo as coisas...

4.    Pela vontade de Deus (este é a minha autoridade)

Coisa boa é quando podemos olhar e dizer: estou aqui (nesse emprego, nessa escola, nessa cidade, etc) pela vontade de Deus; Faço o que faço pela vontade de Deus.

Constantemente buscamos respaldo para aquilo que fazemos. Um chefe, um líder, uma autoridade. Queremos que alguém respeitado diga que gostou do que fizemos. Um jovem cozinheiro busca o reconhecimento de seu trabalho por um cozinheiro renomado... Coisa boa é quando o respaldo de nossa vida vem do Senhor... Pela vontade de Deus!

Quer poder dizer isso sobre tudo o que você faz, sobre tudo o que você está envolvido? Alinhe-se aos planos de Deus. Viva por Ele e para Ele...

5.    Aos santos que estão em Éfeso (este é o meu público)

Aqui a declaração do público alvo de seus atos. Ele aqui, escreve, se dedica a ensinar aos efésios.

Qual é o público alvo de todo cristão? Jesus responde: “Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento. ”  Mateus 9:12,13

Quando uma igreja deixa de ver conversões, deixa de perceber que o número dos remidos vem sendo acrescido dia a dia, ela está doente. Quando sua preocupação é só manter o que tem, esquecendo-se daqueles que ainda padecem nas mãos do inimigo, ela está gravemente enferma.

Conclusão:

Repito o que disse no início: Provisão de Deus vem a medida em que estamos vivendo os projetos Dele em nós. Ela vem como resposta e com objetivo de cumprir algo. Ao termos claro nossa identidade, nosso chamado, nossa prioridade, nosso respaldo e nosso público alvo, desfrutaremos de um tempo de colheita farta e recursos abundantes.

Como disse Brian Houston, pastor fundador de uma das Igrejas mais crescentes da atualidade: “Fidelidade significa agarrar-se ao seu propósito e confiar na bondade de Deus em meio a todos os pontos culminantes, celebrações e topos das montanhas, bem como nas tribulações, tentações e tragédias que a vida lança sobre você. Isso sim é crescer fundamentado na Graça”.

Que sejamos fies em todo o tempo até o dia de Cristo Jesus!

Deus nos abençoe,

Pr. Giovani Zainotte