Nosso Deus é um Deus missionário


A Bíblia revela um Deus missionário em cada páginas das Sagradas Escrituras. por vezes pensamos erroneamente que o movimento missionário começou no Novo Testamento, e que no NT, Deus não tinha preocupações missionárias. porém esse é um grande erro. Vejamos como nosso Deus é um Deus missionário:

O DEUS DO ANTIGO TESTAMENTO É UM DEUS MISSIONÁRIO.

Quando pensamos sobre missões, pensamos que é uma ênfase do Novo Testamento. Em muitos momentos temos a impressão que Deus só começou a seu preocupar em atingir os povos da Terra em Jesus, quando Ele mandou que seus discípulos fossem pregar o Evangelho até os confins da terra. E que no Antigo Testamento Deus é Deus de um povo, o povo de Israel.

Mas quando olhamos um pouco mais atentamente vemos que primeiramente Deus criou toda a raça humana. Aprouve Deus escolher um povo para ser o “seu povo”, para torna-lo conhecido a todas as nações, porém isto não exclui as demais nações, os demais povos do plano salvífico.

Em Abraão, Deus renova seu chamado missionário: “De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção. Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem, em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gn. 12.1-4)

Outros exemplos são encontrados no antigo Testamento apontando Deus como um Deus missionário.

O salmo 2. 8 diz: “Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e os fins da terra por tua possessão.”

O Salmo 72. 11 diz: “E todos os reis se prostrarão perante ele, todas as nações o servirão.”

Isaías 49. 6 diz: “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os guardados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.”

Isaías 2.2 diz: “E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes e se exaltará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.”

Assim, quando olhamos para o Antigo Testamento vemos um Deus Criador de todos, e preocupado com salvar todos. Todos os povos são alvos do amor incondicional de Jesus, alvo da Graça, alvo do plano maravilhoso de salvação.

O CRISTO DOS EVANGELHOS É UM DEUS MISSIONÁRIO.

A mensagem principal dos Evangelhos é a vida do Filho de Deus. Jesus é o centro de cada frase dos Evangelhos. E a vida de Jesus é o exemplo maior de missão. Muitos missionários deixam suas casas, seu conforto, suas famílias para irem ao encontro dos necessitados, dos sofridos, daqueles que estão distantes de Deus. Jesus deixou sua glória, seu trono, e veio estar entre nós, como homem. E mais, Ele deu a vida por essa missão. Fp. 2. 7-8 diz que: “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz.”

Assim, quando olhamos para os Evangelhos, vemos a face de um Deus missionário, que larga tudo para buscar o homem, um Deus que não só tem um belo discurso acerca do amor, mas que transforma o discurso em prática, em ação.

O Espírito Santo dos Atos dos Apóstolos é um Espírito Missionário.

Alguém já disse que o livro de Atos poderia ser chamado de Atos do Espírito Santo. E isso porque todo o livro é pautado na ação do Espírito na vida da Igreja. Antes de receberem o poder do Espírito os discípulos estavam meio que acovardados, sem rumo. Ao receberem a unção do Espírito tornam-se verdadeiros missionários, impulsionados aos perdidos, cheios de ousadia para anunciar o grande amor de Cristo.

Também no evento maior de Atos, o Pentecostes, vemos mais uma vez os olhos de Deus postos sobre todas as nações. Pois ali estavam reunidos pessoas de várias partes do mundo, e todos foram cheios do Espírito, simbolizando assim, a ação de Deus sobre toda a carne.

Assim, em Atos percebemos o Espírito Missionário de Deus trabalhando incansavelmente para levar a igreja a testemunhar o amor de Deus, para fazer com que a igreja deixe de estar trancafiada em seus muros e tenha em seu peito uma verdadeira paixão pelas almas.

A IGREJA DAS EPÍSTOLAS É UMA IGREJA MISSIONÁRIA

Em primeiro lugar porque a maioria são cartas endereçadas a novas igrejas, nascidas do esforço missionário dos apóstolos, principalmente de Paulo. A partir daí vemos expressões que demonstram que estas novas igrejas nasciam tendo a consciência da missão: A igreja de Fp, por exemplo, é chamada a resplandecer como luzeiros no mundo e a preservar a palavra da vida. (Fp. 2. 15-16). Os tessalonicenses são descritos como tendo, não somente recebido a palavra do Senhor, mas também feito com que ela “repercutisse” nas regiões vizinhas (I Ts. 1. 6-8).

O CLÍMAX DO APOCALIPSE É UM CLÍMAX MISSIONÁRIO.

Se encararmos o Apocalipse como uma visão do futuro, veremos que a missão da igreja será cumprida, pois João contemplou uma multidão que vinha de todas as nações, tribos, povos e línguas (Ap. 7.9-10). As nações alcançadas, sem acepção de pessoas.

A mensagem central do Apocalipse é o anúncio de um Cordeiro que é Leão e que venceu não para seu benefício próprio, mas para conceder vitória aqueles que nunca venceriam sozinhos. E isso não é missão?


Conclusão:

Trabalhamos tudo isso, buscando ver em toda a Bíblia como nosso Deus é um Deus missionário para dois propósitos:

O primeiro é sair daqui com o sentimento de que somos alvos dessa ação missionária de Deus. Em toda a Bíblia pudemos comprovar que Deus trabalhou no sentido de alcançar a todos os povos. Nós precisamos sair daqui tendo a certeza do amor de Deus por nós. Desde o início, ao comissionar Abraão para abençoar todas as famílias da terra, ao enviar Jesus, ao enviar o Espírito Santo, nós éramos os alvos do Senhor, alvos do seu amor, alvos da sua Graça. Se houver alguém que ainda não teve um encontro real com esse Deus, você deve saber que Deus deixou registrado em cada página da Bíblia o desejo de resgata-lo, de cuidar de você.

O segundo propósito é que saiamos daqui tendo a convicção de que esse Deus não mudou, Ele continua sendo missionário, continua trabalhando para que todos sejam salvos, continua empreendendo esforços para que o homem seja alcançado. E nessa tarefa Ele conta com cada um de nós.

Talvez não recebamos o chamado para irmos até os confins da terra, a outras nações, a tribos de índios, mas certamente temos recebido o chamado, a missão de falar de Jesus para todos que nos encontrarmos, para todas as pessoas que ainda não O conhecem, e mais do que isso, temos recebido o chamado de orar por aqueles que estão largando tudo para ouvir o chamado e ido a lugares que talvez nunca iremos, e além de orar, sustentar com recursos financeiros a estas pessoas.

Que saiamos daqui hoje sabendo que servimos a um Deus de amor, que trabalha em nosso favor, que é missionário, que não desiste de nós, que somos alvos desse Deus maravilhoso, bem como que saibamos que nesse processo missionário, Deus conta com cada um de nós, para que indo, façamos discípulos e anunciemos que o nosso Deus missionário continua trabalhando.

Que Deus nos abençoe,
Pr. Giovani Zainotte

Texto lido no culto de minha despedida da Igreja Metodista de Cuiabá


“Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” Ecl. 3.1



Firmados nesta palavra entendemos que o período estabelecido pelo Senhor para o nosso “Rev.” aqui terminou. O nosso coração se entristece por sabermos que pessoas as quais aprendemos a amar irão para longe de nós.

O ministério tem dessas coisas, é um dos preços que um pastor e sua família tem que pagar, pois tudo aquilo que o Senhor faz traz aprendizado e abençoa vidas, a fim de que Seu Santo nome seja glorificado e, assim sejamos impactados por Sua Palavra de vida e poder.

Por falar em palavra, esse Rev. recebeu do Pai esse dom. Quando ele abre a Bíblia, lá vem coisa boa, maná fresco do céu.

Não é que um dia ele tentou nos convencer dizendo que Deus era injusto. E perguntava: “Deus é justo ou não é, hein, Mazuca?” “Ah! Pastor, é claro que é justo.” Depois de muito nos indagar, ele disse em alto e bom som: “Sim, Deus é mais do que justo, Deus é justíssimo!”

E o jumentinho? Que palavra gloriosa! Ficou para a história da vida da igreja!

O “Pai Nosso” nunca mais será orado da mesma forma. Pesa sobre nós uma grande responsabilidade, a de orá-lo e vivê-lo dia após dia.

Não só Isaías foi transformado quando viu a glória de Deus. Aquele domingo, também sentimos muito perto essa glória. Deus operou grandemente, a brasa viva tocou nossos lábios, tal qual em Sua Palavra.

Ainda podemos ouvir o estalar dos cálices daquele 13 de janeiro. Que culto foi aquele? Assim como Daniel firmemente escolheu não contaminar-se com as iguarias do rei, esse jovem pastor também decidiu.

Foram muitas mensagens que marcaram a vida da igreja de Cuiabá, como o estudo sobre o deserto, a multiplicação dos pães, aquela Palavra baseada em Ex. 33, onde o enredo central da mensagem era que Moisés preferia o Deus da bênção à bênção, e ele só iria se Deus fosse com ele. Aquela palavra no retiro dos jovens, sobre as marcas, baseada em Gl. 6, nossa, que reboliço aconteceu naquele lugar; aquele estudo na EBD sobre as características da águia... e olha que ele dizia que não gostava de dar estudos! Enfim, são tantas que não dá para mencionar todas aqui, ficaríamos até o ano que vem falando e relembrando as coisas gostosas que Papai do céu mandou pra nós através de seu servo. Suas palavras eram sempre misturadas com umas brincadeirinhas que até ele se enrolava depois e mandava a gente parar, para que ele continuasse, assim ninguém dormia. Lá do púlpito ele procurava um para implicar, o Davidson, o Duda, o Thales, a Celita que o diga, né?! Coitado de quem ele resolvia colocar como cobaia ilustrativa em seus sermões. A frase que a gente mais detestava ouvir quando ele estava pregando era: “Para concluir a mensagem...” Que pena já acabou!?

Comida? Que isso, ele não liga muito para esse tipo de coisa, isso é coisa da “carne”! Brincadeiras à parte, esse varão pega firme no garfo, e acelera...

Por falar em acelerar, quem já pegou carona com ele sabe que é pequeno, mas tem o pé pesado. Pastor Neliel é quem sabe contar. Pensou até que ia ver Jesus mais cedo.

Agora ele encerra o ano com uma responsabilidade a mais, além de ser esposa da Marta vai ser papai. Que presentão Papai do céu preparou para esse Natal, hein!

Enfim, pastor, nós, suas ovelhas, queremos desejar a você e sua família um futuro cheio das virtudes do Espírito Santo. Um ministério frutífero e fortalecido por Aquele que o arregimentou. Que nessa nova etapa, o Sumo Pastor te faça repousar em pastos verdejantes e te leve junto das águas de descanso. Ele estará com vocês todos os dias, até a consumação dos séculos.

Desejamos a vocês o melhor desta Terra, e que lá em Valença, suas ovelhas saibam valorizar o presente que estão recebendo e que a Campanha das “sete semanas da frauda descartável” seja um sucesso!!! Trabalhe bastante, isso no Senhor não é vão, e nunca deixe de ser servo, isso é o que mais importa para o Seu Deus e para nós. Não se esqueça de nós.

Receba o nosso forte e já saudoso abraço,

Igreja Metodista em Cuiabá

Reflexão compartilhada pelo Sem. Rogério Silveira


Falando ao Coração: A Perseverança


Deus nos chama não para sermos bem sucedidos, mas para sermos fiéis!


E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Gálatas 6.9


Palavras chaves:
Desfalecer
Ceifar
Cansar

Em uma ocasião, Madre Teresa de Calcutá foi desafiada por uma pessoa que lhe disse que era impossível atender às necessidades de todos os pobres da Índia. Ela respondeu que Deus não a tinha chamado a ser bem-sucedida; Ela tinha chamado a ser fiel.

“Aos mais pobres dos pobres”

1. E não nos cansemos...
Um alerta contra os desgastes desnecessários que temos em nosso ministério, em nossa vida, em nosso emprego, em nossa família. Devemos evitar em nos cansarmos com coisas que não agregam valores, passados que ainda nos atormentam, sentimento de não ceder para não se sentir enfraquecido, etc....

2. ... a seu tempo ceifaremos...
Uma promessa de vitória sobre a persistência de nosso trabalho, quando nos comprometemos com o Deus que nos chamou e temos com ele um relacionamento baseado em sua graça e misericórdia, entendemos que as circunstâncias de nossa vida não podem nos submergir, ainda que sejam difíceis e amargas....não podemos renunciar neste momento...não renuncie....

Não Renuncie

Quando as coisas não derem certas, como às vezes acontece,
Quando a estrada que você está trilhando parecer só ter subidas,
Quando os fundos forem poucos, e as dívidas, muitas
E você quiser sorrir, mas tiver de suspirar,
Quando as preocupações o deprimirem um pouquinho,
Descanse se quiser, mas não renuncie.

A vida é estranha com suas reviravoltas,
Como cada um de nós vem a aprender.
E muitos fracassos são revertidos,
Quando um pouco mais de esforço leva à vitória.
Não renuncie embora o ritmo pareça lento.
Você pode ser bem-sucedido na próxima tentativa.
O sucesso é o avesso do fracasso,
A tinta prateada das nuvens da dúvida,
E você nunca sabe quão perto está.
Pode estar perto quando parece estar tão longe.
Por isso, continue lutando quando o golpe for mais forte,
É quando as coisas parecem piores
Que você não pode renunciar.


3. ... se não desfalecermos.
Também uma promessa de derrota se desistirmos, se desanimarmos, se entregarmos os pontos antes do término da partida. Lembre-se de uma coisa muitos torcem pela sua derrota, pelo seu fracasso e quando paramos no meio do caminho, nos deixamos levar pelas circunstâncias da vida, outros virão e tomarão o seu lugar e as coisas continuarão como se nada tivesse acontecido. Ninguém sentirá pena e compaixão de você. Por isso não desfaleça não pare de fazer o bem para as pessoas, os ventos cessarão, as tempestades findarão e aqueles que apostavam em seu fracasso, reconhecerão que você entendeu o seu chamado de ser fiel ao Deus que lhe amou e por ti se entregou numa cruz para sua salvação....


Só a Deus demos glória!!!

Sem. Rogério Silveira

A Atualidade da Pregação de João Batista



Lc. 3.1-20

João Batista é considerado o último dos profetas no modelo do Antigo Testamento. Ou seja, o último com características bem diferentes, com particularidades e excentricidades. Um homem, na nossa visão, esquisito. Vivia no deserto, comia comidas estranhas se vestia como peles de animais, etc.

Deus deu a João um chamado muito profundo e muito perigoso. Ele teria que preparar o caminho para o Senhor. Sua mensagem tinha esse objetivo, fazer com que mentes e corações estivessem abertos para a mensagem de Jesus.

Sua mensagem tem algumas ênfases que nós precisamos retomar nos dias de hoje. Creio sinceramente que nos dias atuais a Igreja vive um tempo semelhante aos dias de João, no sentido da chegada de Jesus. Porém essa chegada será diferente, tudo será diferente. Mas acredito que Deus deseja que a igreja trabalhe na mesma direção que trabalhou João Batista – preparando o caminho do Senhor! Estamos vivendo os últimos dias, Jesus está às portas para voltar e a mensagem de João é mais que atual nesse contexto. Algumas das ênfases da pregação de João:

1. A mensagem de João anunciava o julgamento – Lc. 3.9

João anunciava que em breve, viria julgamento. As obras, as atitudes, as posturas seriam pesadas na balança da justiça de Jesus.


A Igreja de hoje precisa retomar essa pregação, precisa anunciar que Jesus virá julgar vivos e mortos. O mundo vive como se tal fato fosse uma simples história. E infelizmente, até a igreja parece estar vivendo como se tal fato não fosse uma verdade inquestionável.

Mas ouçamos o que a Bíblia diz: "Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.” (Mt. 25. 31-33)

“E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo; esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” (Ap. 20. 11-15)



2. A mensagem de João Batista tinha um apelo urgentíssimo à conversão – Lc. 3.10-14.

A necessidade de uma nova postura, de novas atitudes, de nova forma de pensar. Para João seguir a Cristo implicava em uma vida totalmente nova, onde práticas do passado devem ser abandonadas para que o novo de Deus seja manifesto.


3. A mensagem de João mostrava a necessidade do batismo – Lc. 3.3

Entendamos essa necessidade como um sinal ao mundo. Primeiro sinal da misericórdia de Deus, que sempre perdoa. Segundo como sinal de comprometimento.

O mundo hoje precisa desses que a igreja sinalize tais coisas. O mundo não pode ter medo da igreja, vendo-a como sendo um lugar onde são acusadas, julgadas. O mundo precisa olhar para a igreja como um lugar onde o amor, a graça, a misericórdia de Deus estão presentes como remédio para suas almas.

O outro sinal é de igual forma imprescindível. A igreja precisa mostrar seu comprometimento com o Reino de Deus. Jesus está cansado de multidões, Ele está buscando os discípulos. Gente que testemunha, que anuncia que tem compromisso com o Reino, que é estável.


4. A mensagem de João Batista anunciava aquele que há de vir – Lc. 3.16-17

Amados, a grande esperança da igreja do Senhor é a expectativa da volta de seu Senhor! A igreja existe em função dessa espera. Infelizmente nos dias de hoje essa pregação tem sido esquecida. Com um Evangelho imediatista, do aqui e do agora, estamos valorizando muito mais aquilo que podemos conquistar hoje. Mas a nossa maior vitória é o que Jesus nos está preparando!

Paulo disse em I Co. 15.19: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” A Igreja precisa novamente ansiar pela volta de Cristo. Penso que não temos essa necessidade tão forte em nossos corações por nos faltar intimidade com o Senhor. Quanto mais íntimos formos do Senhor, mais de Sua presença vamos querer. Paulo tinha tanta necessidade de Deus que dizia que o morrer era lucro. A igreja hoje precisa ter em seus lábios novamente a grande expressão de vitória: “Maranata” – ora vem Senhor Jesus!

Rev. Giovani Zainotte

Profetas Balaônicos


Escrito por Terry Somerville

Tradução autorizada de João A. de Souza Filho


“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 Jo 4.1).


Parei de ler os boletins proféticos e de acessar páginas de profetas na Internet faz alguns anos. Descobri que muitos deles são de “mau gosto” e eu nem percebia por que. A cada semana recebo dois deles em minha caixa postal. Tenho observado as tendências que estes profetas estão seguindo, e duas delas são preocupantes. Não nos apercebemos dos perigos, porque somos cosidos como sapos, vagarosamente na água fria, depois morna, e depois quente, até morrermos.As Escrituras advertem-nos sobre dois perigos que rondam os profetas. O primeiro é sobre o “espírito do anticristo” e o outro é o “espírito de Balaão”.Agora, não estou afirmando que Deus não esteja operando de maneira poderosa no movimento profético, pois temos observado uma transição da antiga ênfase da igreja para a ênfase do Reino, e o Senhor está usando muitos de seus profetas para trazer a presença do Reino. Eu mesmo me tornei parte deste movimento, e, isto significa que nos tornamos mais vulneráveis na medida em que entramos num novo tempo.O espírito do anticristo chegou. ”E todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1 Jo 4.3).


A palavra “anticristo” não quer dizer “contra” Cristo como soa em inglês. A palavra grega, na realidade, significa “alguém no lugar de” Cristo. João adverte a igreja que o espírito do anticristo não é um profeta que fala contra Jesus, mas que a atenção das pessoas é desviada de Jesus, o foco, para outro foco. Tal espírito vem sobre um homem, uma doutrina como uma unção.Quando algo sutilmente substitui Jesus como o centro é o espírito do anticristo que está operando. Hoje no movimento profético a atenção não é mais em Jesus, mas noutros alvos. O foco em sinais e manifestações está cada vez maior e os sinais parecem estranhos. O aparecimento de anjos (que é bíblico) deu lugar ao pó de ouro e muita riqueza... A maioria das palavras proféticas enfatiza os sinais e a glória futura. Não estou afirmando que não existem sinais de Deus no movimento profético, mas pode-se ler centenas de profecias destes profetas sem que nenhuma delas se refira a Jesus Cristo.Também o fruto destes sinais e maravilhas parecem apontar para eles mesmos, para suas personalidades e suas reuniões. Precisamos nos preocupar porque o espírito do anticristo está sutilmente operando, mudando a temperatura e substituindo a Cristo.Lembre-se, João não está afirmando que o espírito de profecia falará contra Jesus; Jesus é apenas substituído por outro foco. Um novo amor se desenvolve no coração. O perigo é que o espírito do anticristo misturou-se ao movimento profético. Está na hora de Jesus voltar a ser novamente o foco de atenção.


Segundo. O espírito de Balaão chegou.
“Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá” (Jd 11).

Em Números 22 Balaão parece ser um profeta genuíno que traz uma palavra do Senhor para a nação de Israel. Este profeta, no entanto deixou-se levar pelas ofertas de riqueza do Balaque (veja Nm 31.16). O “espírito de Balaão”, como costumo afirmar está operando quando o amor pelo dinheiro domina a vida do profeta. Assim, da mesma forma que o “espírito do anticristo”, o de Balaão é também muito sutil. O profeta poderia resistir o espírito de ganância, mas quando as despesas ou os ganhos financeiros são possíveis, o espírito de Balaão começa a operar. Quando o sucesso e o reconhecimento chegam, o desejo pelo dinheiro pode se constituir num grave problema. Hoje existem vários indicativos de que o “espírito de Balaão” faz parte da casa dos profetas. Conversas psíquicas on line. Acabei de acessar um dos mais populares sites da Internet e achei estranho que a venda de produtos proféticos esteja em alta. De fato, o comércio tomou conta dos sites proféticos com produtos os mais diversos. A maioria dos links são para que você compre livros recomendados pelos tais profetas. Finalmente consegui acessar uma parte que oferecia ensinamento e palavras proféticas. Li apenas algumas palavras quando surgiu a frase, “clique aqui para comprar o artigo”. Era preciso pagar três dólares para baixar uma palavra profética. Que Deus tenha misericórdia de nós! Os profetas se renderam e se venderam à cobiça? O que aconteceu com a frase de Jesus “de graça recebestes, de graça daí”? Os cambistas ocuparam o templo.

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar" (1 Pe 5.8).

Conclusão:
Os seus cabeças dão as sentenças por suborno, os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao SENHOR, dizendo: Não está o SENHOR no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá (Mq 3.11).

Profetas! Acordem! A palavra de Deus exorta em muitos textos sobre os profetas corruptos. Satanás quer impedir esta geração de entrar no Reino, e substituirá o foco de Jesus para qualquer outra coisa que funcione. O Senhor nos deu ferramentas para permanecermos na trilha certa e devemos usá-las, especialmente no movimento profético. Precisamos de mais sabedoria, porque o Reino de Deus é chegado!


Extraído do site adoradores.net

Mensagem de Natal: A Glória da Humildade


A glória do Senhor se manifestará,
e toda carne juntamente verá. - Isaías 40:5

Recordo um Natal em Londres a ouvir O Messias de Handel, com um grande coro a cantar sobre o dia quando "a glória do Senhor se manifestará." Passara a manhã a ver restos da glória Inglesa - as jóias da coroa, a carruagem dourada de Lord Mayor - e ocorreu-me que também imagens de riqueza e poder devem ter enchido as mentes dos contemporâneos de Isaías, os primeiros a ouvir esta promessa.

Mas o Messias que surgiu tinha um diferente tipo de glória - a da humildade. O Deus que bramava que, se quisesse, podia mover exércitos e impérios como peões, emerge em Belém num bebé que não podia falar, comer alimento sólido ou controlar a bexiga, e dependia de uma jovem para abrigo, comida, e amor.Os governantes deslocam-se com guarda-costas, fanfarras, e jóias cintilantes. Pelo contrário, a visita de Deus à terra ocorreu num abrigo de animais, sem assistência e lugar para pôr o recém-nascido Rei, a não ser numa manjedoura. De fato, o evento que divide a história em duas partes pode ter tido mais animais do que homens, como testemunhas. Como o Phillips Brooks escreveu:

Quão silencioso o dom do presente primoroso!
Assim aos corações humanos Deus deu
As bênçãos do céu Seu.

Na maioria das religiões, o medo é a primeira emoção na aproximação a Deus. Em Jesus, Deus preparou um modo de nos relacionarmos que não envolve medo. -

Philip Yancey

Enfrentando a ansiedade


A Palavra ansiedade na concepção do Novo Testamento grego.

No Novo Testamento, a palavra merimna, (ansiedade, cuidado), aparece 4 vezes nos evangelhos sinóticos, uma vez em Paulo e uma vez em 1 Pedro.

Quando algum dos autores bíblicos a usam estão pensando em uma reação natural do homem diante da pobreza, fome e outros problemas que lhe sobrevém no decurso da sua vida diária. O homem oprimido pelos fardos que são colocados sobre ele, se imagina entregue a uma sina diante da qual fica desamparado. Através dos seus cuidados, o homem procura se proteger da melhor forma possível daquilo com que se confronta.

A idéia central do sermão do monte é uma crítica à ansiedade, por ser ela um erro que nega o cuidado e o amor de Deus, ao supor que o homem pode garantir seu próprio futuro ao obter, temporariamente, aquilo que precisa para seu sustento. Isto é um erro, pois no Reino de Deus, todas as necessidades dos homens se colocam no seu lugar certo, porque o amor de Deus providencia coisas grandes e pequenas igualmente, bem como necessidades de todo os dias e as mais especiais.

Penso que a grande causa da ansiedade seja a incerteza. Veja, quando o povo de Israel estava no deserto, Deus fazia com que o maná caísse do céu, e o povo queria guardar o que sobrasse para o dia seguinte. Por que? Porque não tinham certeza que no dia seguinte o milagre se repetiria.

Um ditado popular declara o seguinte “na vida só temos uma certeza, a de que um dia vamos morrer”. Não concordo com esse ditado, mas uma coisa é certa e ele nos leva a refletir: vivemos uma vida de incertezas.

O dicionário Aurélio define a palavra incerteza ou incerto como algo indeterminado, impreciso, duvidoso, problemático, indistinto, inconstante.

Com base nestas definições do dicionário, pensemos na experiência de Abraão, seu chamado (Gn 12). Hoje, quando lemos a história de Abraão, achamos tudo muito bonito, tudo é muito idealizado, pois nos conhecemos o final desta história, o sucesso alcançado, etc, mas nos coloquemos no lugar de Abraão um pouco. Um homem de 75 anos, chamado a deixar tudo o que construiu até ali, deixar seus parentes e ir a um lugar incerto, tendo como garantia a palavra de um Deus ainda desconhecido para ele. Reflita um pouco nesta história e veja se as definições do dicionário não se enquadram perfeitamente no futuro que Abraão estava abraçando.

Talvez esse seja o caso que melhor nos ajude a identificar como nossas vidas são cheias de incertezas, mas a Bíblia está cheia de casos assim, senão vejamos:

Davi: Recebe a unção para reinar, mas antes de acentar-se no trono, ele é traído, injustiçado, perseguido, quase morto por Saul. Pense em quantas vezes ele duvidou que chagaria onde Deus prometeu.

Josué: Chamado para suceder Moisés na direção de um povo tão complicado como o povo de Israel. Logo no início vemos o quanto ele fica assustado, a ponto de Deus ter que encoraja-lo.

Jonas: Comissionado a pregar aos ninivitas, ele tem de optar entre a obediência a Deus e as suas convicções. Consideremos que as convicções de Jonas eram bem menos importantes do que a vontade de Deus, mas eram suas convicções de vida, assim como nós temos as nossas, que muitas vezes nos levam a estarmos “incertos” quanto a determinadas decisões que temos que tomar.

Neemias: Diante do caos em Israel, ele se sente desafiado a reconstruir os muros, mas quantas vezes ele não colocou para contrapor na balança da vida, todos os impedimentos, as dificuldades, as possibilidades de falhas e viu, que do outro lado da balança, seus desejos poderiam ser bem menores.

Pedro e André: Chamados por um tal de Jesus, que até então era um ilustre desconhecido, deixam suas profissões e vão com Jesus. Imagine deixar tudo para seguir alguém que tem uma mensagem tão diferente, e que estava longe de ser unanimidade.

Muitos outros exemplos poderíamos usar nesta reflexão, porém esses já são suficientes para que cheguemos a uma conclusão: vivemos uma vida de incertezas.

Quando jovens são as incertezas sobre que profissão escolher, que curso fazer, sobre que caminhos trilhar, e logo vem a idade de construir uma família, e com ela as incertezas em relação a se vamos ter condições de sustentar uma casa, filhos, se vamos conseguir ter um padrão de vida digno. Em um país como o nosso essas incertezas são ainda maiores.

Há também as incertezas quanto à vida espiritual, será que estou no ministério certo, será que é isso que Deus realmente quer de mim, será que é esta mesmo a porta que Deus está abrindo, será que estou no centro da vontade de Deus.

A idade chega, e as incertezas continuam, perguntas sobre um futuro incerto pairam no pensamento dos idosos. A aposentadoria vai ser suficiente, meus filhos terão o futuro que espero para eles, será que ainda serei útil para alguém, útil na obra de Deus?

Como agir diante das incertezas da vida? Elimina-las é quase impossível, então como enfrenta-las?

1) Sabendo o que Deus tem planejado para nós (Jr. 29. 11-13; I Co. 2.9) Quando eu descubro que Deus tem um futuro de paz, coisas que de tão maravilhosas, não podem ser alcançadas pelo intelecto humano, então conseguimos enfrentar as incertezas.

2) Confiar no Senhor: (Sl. 125) Eu não conheço o meu amanhã, mas confio em um Deus que faz, que prepara o meu amanhã.

3) Estar sempre aos pés do Senhor: (Mt. 11.28) Todas as incertezas que temos levam-nos a um cansaço, às vezes ao desânimo, e até a desesperança. Nesse momento precisamos ouvir a doce voz de Jesus, nos atirar em seus pés e descansar debaixo das suas asas (Sl 57.1)

Esses princípios nos tornam capazes de enxergar por sobre as incertezas e visualizarmos um Deus que é dono do tempo, cura o passado, prepara o presente e projeta o futuro de vitórias para cada um de nós.

Deus nos abençoe,


Rev. Giovani Zainotte

ESQUECER, UM SEGREDO PARA VENCER. FP. 3.12-14

As vezes fico pensando em quantas coisas a gente pensa em mudar em nossas vidas. Acordamos de manhã e declaramos cheios de fé: “a partir de hoje...”. No período entre o fim de um ano e o início de outro então, ficamos cheios de planos, projetos.

Ao mesmo tempo que penso nestas coisas, penso em quantas destas coisas ficam só no desejo. Quantos desses planos não saem do papel. Quantos dias terminam sem que a famosa frase “a partir de hoje...” se cumpra. Quantas coisas nós queremos que sejam diferentes em nossas vidas, mas continuam da mesma forma.

Muitas coisas poderiam ser levantadas como causas para isso. Mas nesta reflexão eu gostaria de abordar pelo menos um dos motivos que mais nos impedem de mudar, de viver em novidade de vida: um passado marcado por sérias feridas.

Muitos de nós vivemos experiências traumáticas. O que é um trauma? Segundo o dicionário, trauma é um impacto ou choque moral ou emocional capaz de causar uma neurose, é um conjunto de distúrbios físicos ou psíquicos, ocasionados por uma violência exterior.

Isso quer dizer, que muitos de nós vivemos experiências que nos levam a dores profundas. Coisas que só de serem lembradas provocam em nós os piores sentimentos. São lembranças, são traumas, são sentimentos. Essas coisas afetam em muito nossa vida. Nosso passado pode exercer muita influência sobre nosso presente e nosso futuro.

Existem, por exemplo, mulheres que tem medo de casarem-se porque presenciaram suas mães sendo espancadas por seus pais e agora tem medo de que seus maridos façam o mesmo com elas.

Ou ainda pessoas que se entregam ao alcoolismo, aos vícios porque presenciaram seus pais beberem durante toda sua infância, toda sua adolescência.

Existem pessoas que temem disputar um concurso público, uma vaga de emprego, ou qualquer outra coisa, porque sempre ouviram de seus pais, por exemplo, palavras de desânimo, de descrédito.

Conta-se que Martinho Lutero, grande nome da Reforma Protestante, tinha dificuldades de chamar Deus de Pai, porque seu pai não era um bom referencial. Então quando chamava Deus de pai, tudo de ruim que ele havia vivido com seu pai vinha à tona.

Ou seja, muitos de nós, não conseguem mudar coisas hoje, não conseguem mudar atitudes, histórias, não conseguem ter uma vida nova, porque estão presos no passado, nas experiências violentas, traumáticas do passado. Quando tentam mudar algo, parece que algo prende, o medo, a insegurança, as incertezas provocadas por terríveis experiências nos impedem de avançar.


E o que fazer diante disso? Queremos vida nova, então como fazer?

Vejamos alguns personagens bíblicos:

José – Invejado e vendido por seus irmãos, acusado injustamente pela mulher de Potifar, esquecido pelo companheiro que havia ajudado a sair da prisão. Esse homem tinha tudo para ter uma vida miserável, amargurado, revoltado. Deus? José teria humanamente falando, tudo para se revoltar contra Deus.

Jefté – Fruto de uma aventura extra conjugal de seu pai com uma prostituta. Posto para fora de casa por seus irmãos, também tinha tudo para ser uma pessoa revoltada.

Davi – Como conseqüência de seu pecado com Betsebá, seu filho está muito mal, prestes a morrer. Davi ora jejua por dias, mas seu filho morre. Que dor! Davi após essa experiência tinha tudo para desistir de tudo, quem sabe até desacreditar de Deus que não atendeu suas orações e seu jejum.


Todos esses homens tinham um futuro terrível pela frente. Nada de bom parecia estar preparados para eles. Mas o que na verdade acontece com esses homens?

José se torna uma grande autoridade no Egito. Homem de confiança de Faraó, o que ele dizia era ordem no Egito.

Jefté se torna em um importante guerreiro que dá uma grande vitória para o povo de Israel.

Davi, depois dessa história, conquista muitas coisas, aumenta se reino, e entra na história como o homem segundo o coração de Deus.

Como estes personagens bíblicos conseguiram vencer o passado doloroso? ESQUECENDO! Aí vem o grande ensinamento de Paulo. Parafraseando: “Eu já fiz e vivi muita coisa ruim, que marcaram profundamente a minha vida, mas uma coisa faço, esquecendo-me...”

Veja a história de José, quando seus irmãos precisaram dele, ele demonstrou não ter mágoa. E quando seu filho nasce, ele demonstra o segredo de todas as coisas. O nome de seu filho é Manasses, que quer dizer “Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai. Aí está o segredo que Paulo está nos ensina, presente na vida de José. Gn. 41.51

Jefté na hora em que foi procurado por seus irmãos, poderia deixar a ira, o remorso, a amargura e não pelejar, mas aceitou, mesmo que tirando alguma vantagem, e foi livrar seus irmãos da morte. Ou seja, ele conseguiu esquecer o sofrimento causado por seus irmãos. Jz 11.

Davi, após ter jejuado e orado por dias, a criança morre. Davi não se prostra, levanta-se, toma banho, se unge, se arruma e vai para a casa do Senhor louva-lo. II Sm 12. Ou seja, ele reagiu a dor. Ele não se prendeu as amarras, ele esqueceu.

Perceba, ao falar que eles esqueceram, não estou falando em amnésia. Nunca mais se lembra, nunca mais vem a memória. O esquecimento de José, de Jefté, de Davi e do próprio Paulo quer dizer cura. Quando José põe o nome de seu filho de Manasses e diz que Deus o fez esquecer, está dizendo que ele foi curado das feridas do passado, não é que ele não sabe mais o que seus irmãos fizeram com ele. Jefté da mesma forma. Davi não deixou de lembrar da morte de seu filho, mas foi curado das feridas causadas por esse triste acontecimento.

O Senhor nos convida não a apagar de nossas mentes os fatos ruins que vivemos, pois isto é impossível. O que Deus quer fazer é nos curar, afim de estes fatos não sejam como amarras que nos impeçam de caminhar hoje. Deus quer trabalhar em nossas vidas de forma a que o medo, a incerteza, a ansiedade e outros sentimentos provocados pelas experiências do passado sejam desfeitos, a fim de possamos ter uma vida nova, avançar, progredir.

Peçamos essa graça a Ele nesse momento. Deixemos Ele trabalhar em nossas almas, supliquemos a bênção de dizer como Paulo: “Esquecendo-me das coisas que para traz ficam, prossigo...” Sim, prossigo para um ano novo, uma vida nova em Cristo Jesus. Esse Jesus que diz: “Eis que faço novas todas as coisas” Ap. 21.5 - ALELUIA!!!

Deus nos abençoe,
Rev. Giovani Zainotte

Betesda, retrato da igreja? João 5


O texto em questão, ajuda-nos a refletir sobre como deve e como tem sido a realidade da Igreja. Ao analisarmos alguns pontos, poderemos confrontar nossa realidade em quanto parte do que desejamos poder chamar de Corpo de Cristo.

Há pelo menos quatro características presentes no texto que devem ser copiadas pela igreja:

1) Betesda é um termo hebraico que quer dizer "Casa de Graça" ou "Casa de Misericórdia". Veja que característica maravilhosa! A igreja deve ser um lugar onde as pessoas se encontrem com a Graça e com a Misericórdia de Deus. Em um mundo onde o amor de muitos tem se esfriado, Graça e Misericórdia são as grandes demonstrações de amor que podemos oferecer ao mundo. Será que ao olharmos para nossas igrejas, ou mesmo para nós individualmente, podemos dizer que somos "Casa de Graça" ou "Casa de Misericórdia" ?

2) Aquele lugar estava cheio de pessoas que nutriam dentro de si esperança em encontrarem cura para suas enfermidades. Em tempos de tanta desesperança, a igreja precisa ser um lugar que nutra tal sentimento

3) Como já vimos, aquele lugar era cheio de esperança, porque ali aconteciam curas. A igreja deve ser um luhar de cura, às vezes curas físicas, mas estas, os hospitais, a medicina também oferece. Mas acima de tudo, cura da alma, do coração, das emoções, que só Deus pode operar.

4) Ali havia cura, porque havia manifestação do poder de Deus. A igreja deve ser um lugar onde o poder de Deus se manifesta.

Porém, havia outras características naquele lugar, que nem de longe lembram a Igreja onde Jesus é o Senhor. Senão vejamos:

1) Naquele lugar havia disputa e desprezo. O coxo diz que sempre que ele tantava entrar na água, alguém ia primeiro. Veja a disputa, tão presente no mundo distante de Deus, onde as pessoas brigam por posições, por serem as melhores, não importando o preço a ser pago por isso, nem o quanto isso ferirá outras pessoas. Logo após, o coxo diz que não há ninguém que o jogue no tanque. Na igreja, muitas vezes as pessoas estão tão preocupadas com seus interesses próprios, que não atentam para as necessidades do outro, deixando muitos em situação de desprezo.


2) Acomodação. A pergunta de Jesus ao coxo parece um tanto quanto óbvia, mas podia denotar acomodação. Primeiro porque o paralítico (ali há 38 anos) podia estar tão acostumado ao seu estado que não sentisse mais o desejo de recuperar a sua saúde. Segundo, porque um mendigo daqueles dias podia perder uma fonte de renda às vezes lucrativa e fácil, já que os judeus criam que dar esmolas purificava pecados, tornava-os mais santos.


3) Religiosidade. O homem curado é questionado por ter sido curado no sábado. Um milagre ou qualquer ato no sábado constituía uma infração gravíssima da lei, mesmo que o que estivesse em jogo fosse o bem estar de alguém. O valor maior que temos que ter é a vida, quando este valor é desprezado por culpa de regras criadas por homens, isto é religiosidade, ou seja, distanciamento de uma fé viva e eficaz em detrimento de regras que impedem inclusive o agir de Deus.


Fica então a pergunta reflexiva: De todas as características vistas, quais estão presentes em nossas vidas?

Deus nos abençoe.

Rev. Giovani Zainotte