Deus trabalha em nós, antes de trabalhar através de nós.


Uma das melhores coisas é sermos usados pelo Senhor. Quem nunca viu um homem ou uma mulher cheio do Espírito sendo usado pelo Senhor e não pensou: “Gostaria de ser usado assim também”?

O mover de Deus é algo tremendo, não há coisa mais linda do que ver Deus curando, libertando, abençoando, salvando. Diante disso, muitos pedem: “Deus usa-me!”.

Mas infelizmente a vida de muitos não pode ser considerada um instrumento nas mãos do Senhor. Se eu fosse perguntar os motivos para muitos não se transformarem em instrumentos nas mãos do Senhor, muitas seriam as respostas. Mas eu quero trabalhar algo com você nessa noite. Escute com atenção: SE DEUS NÃO TRABALHAR EM VOCÊ PRIMEIRO, NUNCA VAI TRABALHAR ATRAVÉS DE VOCÊ!

Existem muitas coisas em nós a serem trabalhas pelo Senhor antes que Ele trabalhe através de nós. E aqui mora o perigo. Muitos de nós não estamos dispostos a deixarmos Deus trabalhar em nós. Isto porque Deus trabalhar em nós traz alguns conflitos, alguns desconfortos, e muita disposição da nossa parte.

Pensemos em algumas coisas que precisam ser trabalhadas em nós para que Deus nos use:

1. Nossa natureza pecaminosa precisa ser trabalhada.

A Bíblia diz que nós somos tendentes ao pecado. Em outras palavras, nossas atitudes naturalmente são inclinadas ao mal. Desde que o pecado passou a estar em nossa vida, nossas atitudes tendem a ser tortuosas. Não nos enganemos, somos levados a querer levar vantagem, a mentir, a caluniar, e a outras coisas às vezes piores. Somente se formos alvos do agir de Deus é que poderemos ser guiados pelo Espírito tendo atitudes diferentes.

Um exemplo bíblico disso é a vida de Jacó. Alguns estudiosos dizem que seu nome pode ser traduzido por “o agarrador de calcanhar”, outros falam ainda de “o usurpador”, ou “enganador”, seja como for, todos estes nomes apontam para a vida levada por Jacó. Sua história é a de um homem desonesto, que em todo o tempo busca levar vantagens, um homem vivendo o ápice de sua essência pecaminosa. Um dia ele tem um Encontro com Deus em Peniel (Gn. 32. 22-32), Deus trabalhou em sua vida, e ele não se chamou mais Jacó, mas Israel príncipe de Deus. O domínio do pecado na vida de Jacó foi vencido naquele momento.

Assim, para Deus trabalhar através de nós, primeiro Ele terá que trabalhar em nós, em nossa natureza pecaminosa, fazendo com que o domínio do pecado seja quebrado.

2. Nossas emoções precisam ser trabalhadas

Impressiona-me o número de pessoas feridas em suas emoções, inclusive dentro da igreja. Gente que viveu experiências de rejeição, de abandono, de traição, de injustiças, de abusos e que nunca foram curadas disso.

Tais pessoas exalam a enfermidade de suas emoções em variados momentos, desde os mais simples até situações mais complexas. Você conhece pessoas que passam odiar a outras se a data de aniversário for esquecida, se não receber a atenção que queria, se não tiver seu nome citado, se as coisas não acontecerem da forma como ela acha melhor? Pois é, esses são sintomas de doenças emocionais, de situações mau resolvidas.

Um exemplo bíblico disso é Jonas. Quando mandado para Nínive pelo Senhor, ele se recusou. Sabe o motivo? Ele sabia que se pregasse, o povo de Nínive se converteria, e Deus não os destruiria, e ele odiava aquele povo, e não queria que se salvassem. Olha aí o sintoma de feridas emocionais completamente abertas. Necessário foi que Deus o levasse ao ventre de um grande peixe para tratá-lo, pois para Deus trabalhar através de nossas vidas, primeiro ele precisa trabalhar na nossa vida, nas nossas emoções.

3. Nosso caráter precisa ser transformado

O dicionário Aurélio define caráter como sendo o conjunto de qualidades (boas ou más) que distinguem (uma pessoa, um povo); traço distintivo; Formação moral, honestidade/ Marca, cunho, impressão.

Infelizmente, as igrejas estão cheias de pessoas manifestando desvios de caráter. Gente age com falsidade, com dupla personalidade, gente sem palavra, que não honra seus compromissos. Gente que deixa marcas negativas.

Cristo quer que seus seguidores tenham o seu caráter. O termo cristão, nasceu não com os seguidores de Cristo, mas com aqueles que não eram da fé, mas ao verem os seguidores de Cristo, os designaram cristãos, que quer dizer pequenos cristos. Tal designação surge então da prática de pessoas que manifestavam o caráter de Cristo em suas vidas.

Um exemplo bíblico de alguém que precisou ser confrontado em seu caráter é o próprio Simão, que achava que podia comprar o poder de Deus.

Outro bom exemplo era Pedro, que demonstrou desvio de caráter ao negar Jesus logo após declarar que estaria com ele até a morte.

Conclusão:

Certamente existem muitas outras coisas a serem trabalhadas em nossas vidas, e o Espírito Santo é quem vai nos trazendo revelação de tais coisas. Mas nessa noite um bom começo pode ser dado. Deixe Deus trabalhar em sua vida, para que então Ele possa trabalhar através de sua vida.

Deus nos abençoe,
Rev. Giovani Zainotte

Ser Discípulo


Na Bíblia, discípulo fala do aluno de um mestre, ou em sentido mais amplo, qualifica os adeptos de um líder ou de uma tendência religiosa. O traço próprio do discípulo é seguir a Jesus (Mt. 8. 22; 10. 38; 19. 27; Mc. 9. 38)

Durante todo o ministério de Jesus, Ele preocupou-se em deixar dicas, pistas sobre o que necessitavam ter e ser os que quisessem ser seus discípulos.

Após recrutar seus discípulos, Jesus lhes confia uma missão que inclui:

I. Fazer discípulos (Mt. 28. 19): Jesus procura instruí-los sobre as responsabilidades de um discípulo e suas obrigações, afim de que estes pudessem ser futuramente discipuladores de outros, para que a mensagem da Boa Nova fosse continuamente transmitida. Podemos dizer que este objetivo de Jesus foi alcançado, pois hoje, muitos anos depois, fomos alcançados pela mensagem de Cristo. Esta missão continua valendo, quando dizemos que queremos ser discípulos, estamos assumindo a missão de fazermos novos discípulos, levar a mensagem de Cristo a outras pessoas, para que todos creiam que Jesus é o Senhor.

II. Guardar os ensinamentos de Jesus (Mt. 28. 20): Esta é uma das grandes funções de um discípulo: preservar a mensagem de seu mestre. Tudo aquilo que Jesus ensinou tem que ser preservado e multiplicado por seus discípulos, além é claro de ser praticado.

Esta é a missão! Porém esta não pode ser feita de qualquer maneira, de qualquer jeito, existem condições, normas e quem que ser discípulo tem que se adequar a estas condições. Nos ensinos de Jesus existem muitas destas normas, mas veremos apenas doze, uma para cada discípulo, tendo como objetivo podermos viver em conformidade com estes princípios e sermos discípulos dos tempos atuais.

Condições:

I. Dispostos a mudar de vida (Mt. 4. 19-20; 16. 24): Pedro e André são convidados a deixarem de pescar peixes para pescar homens. Era uma mudança radical, mudança esta que todos aqueles que conhecem a Jesus tem que passar, não existe discipulado sem o “negar-se a si mesmo” sem a mudança de mente, sem o novo nascimento. Temos que ter a consciência que ser discípulo é mudar, é transformar-se é renovar-se.

II. Tem que ser um(a) abençoador (a) (Mt. 5. 13-16): Por onde Jesus passava ele mudava a vida das pessoas. Ninguém ao encontrar-se com Cristo era a mesma pessoa. É natural que Ele queira que seus discípulos sejam também assim, abençoadores, que façam a diferença, que iluminem e dêem sabor àqueles com que se encontrem. Não se pode entender um discípulo de Jesus que não seja um abençoador, um portador de Boas Novas de Salvação.

III. Não pode ser apegado(a) a coisas materiais (Mt. 8. 20; 19. 16-22): Jesus era alguém que tinha como riqueza maior o Reino de Deus. Alguém preso a bens materiais desvalorizará a missão de Cristo em detrimento dos bens. O jovem rico cumpria a todos os requisitos exigidos por Jesus, menos o do desprendimento das coisas materiais. É interessante que não são só os “ricos” que sofrem este problema, pois a questão não é de valor, mas sim de prioridade. “Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. Mt. 6. 21. O coração do discípulo tem que estar em seu Mestre.

IV. Tem que ter como prioridade Jesus e seu Reino (Mt. 8. 22; 6. 33): Novamente o que está em jogo é o que é mais importante. Quando Jesus proíbe o discípulo de sepultar seu pai, Ele não coloca em cheque a importância da família, apenas deixa claro, que antes de qualquer coisa está o Reino de Deus. Seguir a Cristo é o mais importante, é o essencial. Quando cuidamos das coisas de Deus, Deus cuida das nossas coisas, nos acrescenta tudo. Se não priorizamos Deus em nossas vidas não podemos ser chamados discípulos.

V. Tem que ser cheio(a) de fé (Mt. 8. 26): A Bíblia diz: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hb 11. 6) Entendemos que não se pode ser discípulo de alguém sem agradá-lo. Jesus por várias vezes repreendeu seus discípulos por serem “homens de pequena fé”, Cristo não concebia pessoas sem fé, pois Ele é fonte de fé, de esperança, quem o segue tem de beber desta fonte.

VI. Tem que ser trablhador(a) (Mt. 9. 37): Jesus era um trabalhador, ele diz: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.(Jo 5. 17). Seu ministério foi marcado pelo esforço, pela dedicação. Não é de se estranhar que Ele queira discípulos que se doem, que se entreguem por completo na Grande Seara, que estejam convictos que em sendo a Seara grande e os trabalhadores poucos, quem aceitar a missão terá que se dedicar muito. Não há lugar para discípulos preguiçosos, descomprometidos.

VII. Tem que ter paixão pelas almas (Mt. 10. 6): Jesus é, na linguagem bíblica, ao mesmo tempo pastor e ovelha. Ele é o pastor que ama tanto as suas ovelhas, o seu rebanho que é capaz de se transformar em ovelha, muda diante de seus tosquiadores para servir de sacrifício vivo por elas. Sendo assim, Cristo exige discípulos que tenham esse mesmo amor pelos perdidos, por aqueles que ainda não “encontraram os seus altares”, pelos perdidos da casa de Israel. O discípulo de Jesus sofre ao ver perdidos, e se alegra ao ver o milagre da salvação, se colocando a disposição para ser canal desse milagre.

VIII. Tem que estar preparado(a) para as adversidades (Mt. 10. 16, 17, 38): Seguir a Jesus é seguir um vencedor, mas quem vence, vence algo, não há vitória sobre o nada. O Jesus ressuscitado é o mesmo humilhado e morto em uma cruz. O discípulo de Jesus tem que saber que vai passar, mesmo seguindo a Jesus, por muitas lutas, que não viverá em um mar de rosas, porém é claro que ele não será derrotado, Jesus o socorrerá.

IX. Tem que ter humildade (Mt. 10. 24): O verdadeiro discípulo trabalha não para seu próprio reconhecimento, mas para o reconhecimento de seu mestre. Ele sabe que tudo o que ele aprendeu foi o mestre que lhe ensinou, e sua felicidade é poder refletir a sabedoria de seu grande professor. O discípulo de Jesus crê piamente nas palavras de Jesus: “Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo. 15. 5).

X. Tem que estar em plena sintonia com o discipulador, com o mestre (Mt. 16. 11): O verdadeiro discípulo sabe a maneira de agir e pensar de seu mestre, ele o conhece profundamente, pois tem intimidade com ele. O discípulo de Jesus conhece-o muito bem e entende perfeitamente o que Ele está querendo dizer, ainda que Ele fale por parábolas. O discípulo de Cristo busca condições de saber exatamente o que Ele quer, para cumprir com fidelidade sua vontade.

XI. Tem que ser alguém preocupado(a) com seu testemunho público (Mt. 18. 6-9): John Wesley enfatiza o testemunho dizendo que deveríamos estar sempre pregando e, em sendo necessário deveríamos usar palavras. Ou seja, nosso testemunho comunica muito mais que nossas palavras. Jesus sabendo muito bem disso adverte seriamente a que seus discípulos não sirvam de pedras de tropeço na vida dos outros, dando um bom testemunho. O discípulo que dá mal testemunho envergonha a seu mestre, pois ele o representa. "As pessoas podem duvidar do que você diz, mas acreditarão sempre no que você faz" (Ralph W. Emerson).
XII. Tem que ser cheio(a) do Espírito Santo (At. 1. 4-8): O Espírito Santo é vida, dinamicidade, é o combustível da Igreja. É Ele quem capacita o discípulo de Jesus a fazer a obra que lhe foi confiada com sucesso. Ele confirma a vontade do mestre (Jesus) no aluno, Ele avisa quando o discípulo está fazendo algo que o mestre não faria, Ele dá a ousadia necessária para que o discípulo represente bem a Cristo. Aquele(a) que não busca encher-se repetidas vezes do Espírito, distancia-se do mestre e perde a condição de discípulo.

Ser discípulo não é tarefa das mais simples, muitos descobriram isso logo após conhecerem Jesus e o abandonaram cedo. Esses se desprenderam de grandes responsabilidades e optaram por uma vida mais desregrada e obviamente mais fácil. Porém deixaram também o único que tem as “Palavras de vida eterna”, abandonaram o verdadeiro sentido de suas vidas, desviaram-se do verdadeiro caminho, da única verdade e da fonte de abundante vida.

Aos que abraçarem a causa, aceitarem ser discípulos verdadeiros, procurarem se enquadrar nas condições do mestre Jesus, muitas são as promessas, as recompensas, pretendo preparar uma outra reflexão com as promessas que Jesus fez aos seus discípulos, mas por enquanto deixo uma dessas promessas, quem sabe a maior delas, que somente os verdadeiros discípulos vão desfrutar: Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2. 10)

Que Deus nos ajude na caminhada como discípulos...
Um grande abraço,
Rev. Giovani Zainotte

Comprometidos com o Reino...

Nesse ano de 2010, Deus tem ministrado ao meu coração sobre comprometimento com o Reino de Deus. Através de convívio com algumas pessoas, leituras, pregações, Deus tem me feito pensar no cenário atual da Igreja.


É triste ver que embora abram-se novas igrejas todos os dias, templos estejam cheios por todos os lados, os horários de TV estejam repletos de programas “evangélicos”, o nível de real entrega dos “fiéis” é terrível. Pessoas lotando templos, participando de cultos, mas que não apresentam nenhuma mudança em suas vidas, não se dedicam, não buscam, não vivem o discipulado, não são adoradores verdadeiros... ah! Não é animador o que estamos presenciando.


Certamente estarei trazendo algumas reflexões sobre o assunto. Deus tem me trago mensagens sobre isso. Mas por hora, quero partilhar o link de um vídeo que assisti há dois dias e que foi mais um instrumeto de Deus para ministrar ao meu coração sobre o assunto. Tire um tempo para assistir essa mensagem. Deus vai falar ao seu coração.


http://www.youtube.com/watch?v=N5lw809gB94


Um afetuoso abraço,

Pr. Giovani Zainotte



O menino e o Cordeiro

O infante Jesus foi presenteado pelos magos do Oriente: "E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, e entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra" (Mateus 2.1,11<!/b>). O Cordeiro que foi morto recebe adoração da população do céu: "Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra... Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças" (Apocalipse 5.9,10,12<!/b>).

O menino e o Cordeiro, não apenas recebem adoração, como também, e principalmente, são adoradores. As crianças adoram com perfeição: "Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se,e disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?" (Mateus 21.15,16<!/b>). O Cordeiro que foi morto venceu a morte com sua ressurreição, mas ele mesmo não retém a glória para si: "Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2.10,11).

Enquanto recebem a adoração no Natal, o menino e o Cordeiro ensinam como Deus, o Pai, quer e deve ser adorado. Num mundo de truculência e violência, que preconiza e celebra a sobrevivência dos mais fortes e mais aptos, o que justifica a força bruta dos poderosos que se impõem sobre os fracos e desvalidos, Deus se ergue como aquele que alcança sua vitória através da pureza frágil do menino e da vulnerabilidade sacrificial do Cordeiro. O que permanece para sempre não é força do braço, mas a força do louvor ao único que é digno. A sustentabilidade do mundo não depende das conquistas dos violentos, mas do favor daqueles que voluntariamente se entregam como dádivas da graça que a todos alcança, a todos inclui e a todos sustenta. A beleza da vida não está no vigor esmagador dos que se impõem em busca de sua autopreservação e bem estar egocêntrico, mas na singeleza dos que se sacrificam em favor de todos.

O Natal do menino e do Cordeiro profetiza que "Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes, pois a fraqueza de Deus é mais forte do que a força dos homens" (1 Coríntios 1.25,27<!/b>). O Natal anuncia que o futuro da humanidade não está nas mãos dos senhores da guerra, mas nas mãos de uma criança, "pois um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9.6<!/b>), e o seu reino jamais terá fim.

Ed René Kivitz - extraído do site irmãos.com

Ser humano

"Lembra-te que és pó, e ao pó voltarás" Gn. 3.19

Você já sentiu pequeno? Você já olhou para as situações a sua volta e viu que nada podia fazer para mudar a situação? Creio que todos nós já vivemos situações assim inúmeras vezes.

Isto porque, na verdade, essa é a nossa realidade. Nós não temos força suficiente para resolvermos as crises de nossa vida. Pense neste instante em quantas coisas você está vivendo agora, e queria que fossem diferentes. Algumas é verdade que poderiam mudar se você tomasse algumas atitudes, não podemos negar que muitas coisas ficam “na mesma” por culpa de nossa inércia, mas existem muitas outras que nós não temos absolutamente nada a fazer para mudar o quadro.

Olhemos para a Bíblia. Diga por exemplo, o que Moisés podia fazer diante da escravidão de seu povo no Egito? Um homem, frente ao império mais forte da época. Diga o que poderia fazer Naamã diante da lepra que assolava seu corpo? Toda a sua autoridade, seus recursos não eram capazes de combater uma enfermidade que naquela época não tinha cura. Diga o que podia fazer o franzino Davi, diante do imponente Golias? Uma funda e algumas pedrinhas não são nada diante de um gigante e toda a sua potente armadura. Pense ainda o que podiam fazer os discípulos diante da terrível tempestade que os cercou. Hoje, navegações ainda sucumbem em meio a terríveis tempestades, imagine a situação daqueles homens naquela precária embarcação.

A Bíblia está cheia de situações assim. Homens e mulheres que em algum momento de suas vidas, descobriram que nada podiam fazer para mudarem o quadro que viviam. A vida é especialista em nos mostrar essas coisas. De vez em quando ela nos traz situações que nos mostram que nossa força, nosso dinheiro, nossa posição social, status, conhecimentos ou qualquer outra coisa são irrisórias para a resolução de crises.

O dinheiro, a fama, o talento de Michael Jackson não foram capazes de livrá-lo dos fantasmas do passado e das limitações do presente. O mesmo aconteceu com Cazuza e tantos outros astros.

O que fazer? Essa é A pergunta. Creio que as respostas fáceis não nos ajudam em nada. A vida definitivamente não é feita de respostas fáceis. Coisa terrível são pessoas que tentam explicar as situações mais complexas com frases prontas, bem ensaiadas e que parecem se encaixar em tudo, mas que na verdade não explicam coisa alguma.

Uma coisa que acho essencial é não fugirmos da realidade. Somos vasos de barro, como nos diz as Sagradas Escrituras. Que idiotice é rejeitar tal realidade. Que bizarras são teologias que defendem idéias absurdas do tipo: “pense positivo e tudo dará certo”, ou ainda “nunca profira palavras de derrota, diga sempre que você é vencedor”. Que horrível, que processo doentio. Grupos como os alcoólicos anônimos são extremamente reconhecidos pelo sucesso de seus tratamentos. E o que acontece nas reuniões desses grupos? Pessoas destruídas pelos vícios confessam seus fracassos, reconhecem suas limitações. Há! Como é bom poder falar das minhas fraquezas, como é bom poder confessar que eu sou limitado, como é bom conseguir dizer que eu não sei, que eu não posso, que eu não consigo. Não, eu não estou maluco. É que a gente tem que ficar o tempo todo mostrando força, dizendo que estamos ótimos, temos que vender imagem! Enquanto isso o império de Faraó está lá, a lepra nos assola, os gigantes se levantam, as tempestades nos ameaçam. Poder dizer que temos medo, que nos sentimos incapazes é uma libertação. Pergunte aos participantes do A.A. Além disso, como é bom também ouvir que as pessoas que nos cercam tem as mesmas limitações que nós. Sim, elas também passam pelos problemas que passamos, choram, sentem medo, nós não somos os únicos, não somos piores, somos todos iguais. Assim, posso estender a minha mão ao próximo, ora para socorrer, ora para ser socorrido. Isso é ser humano!

Outra coisa que pode nos ajudar é entender nosso relacionamento com Deus, a vida cristã como uma caminhada, ou ainda uma grande aventura. Não pense que as coisas de Deus funcionam como um show de mágicas, onde em um piscar de olhos os problemas somem, as crises passam e tudo vira um mar de rosas. Eu creio em milagres, prego isso, oro por isso, mas sei que existem processos que precisamos experimentar. Talvez o que eu e você precisemos não seja hoje de um milagre (no sentido mais comum da palavra), mas apenas de dormir uma boa noite de sono, de tirar alguns dias de férias, de conversar com alguém, de receber um abraço, enfim, de viver, de dar mais um passo, de entender que algumas coisas precisam ser vividas, é um processo. Não sei se estou sendo claro, talvez não, mas o que quero dizer é que para conviver com minhas “humanidades” é necessário eu entender que nem tudo vai ser resolvido com a imposição de mãos de um profeta ou com uma subida no monte, algumas coisas terão que ser digeridas com o tempo, andando dia-a-dia com Deus, aprendendo com Ele, chorando aos Seus pés, sendo consolados por Seu Espírito...

Penso ainda que devemos entender que “o tesouro que está dentro do vaso de barro” é precioso. Moisés conseguir libertar o povo de Israel do Egito porque Deus estava com Ele; Naamã foi curado da lepra porque Deus tinha poder para isso; Davi venceu Golias porque Deus guerreou por ele; Os discípulos não morreram na tempestade porque Jesus ordenou ao vento e ao mar... Há uma dimensão sobrenatural que não podemos abrir mão meu irmão. O Evangelho é o poder de Deus! Eu sou limitadíssimo, mas o meu Deus não sabe o que é isso. Eu não posso muitas coisas, mas o meu Deus pode tudo, eu não sei uma série de coisas, mas o meu Deus é onisciente. Isso não é uma afirmação ufanista, é apenas confiança. Veja o Salmo 121, o salmista diz: “elevo meus olhos aos montes, de onde me virá o socorro ?” Visualize a cena. A imagem que me vem a mente é de um homem, olhando para cima, com as mãos na cabeça, alguém perdido, assustado, sem rumo, como nós muitas vezes ficamos. Mas o salmo continua: “meu socorro vem do Senhor”. Se perdermos essa certeza, é possível que o rumo de nossa vida se assemelhe aos exemplos que citei de Michael Jackson, Cazuza e outros, pois vamos nos desesperar ao descobrirmos que estamos sozinhos e impotentes. O salmista então resume o que quero dizer: “Ele fez os céus e a terra”. É isso, eu não fiz nada, sou limitado, mas Ele fez tudo! Quem cria tem autoridade sobre o que criou. A fala do salmista, em outras palavras é: "posso me tranqüilizar pois confio em alguém que pode..."

Será que você que está lendo este artigo consegue se identificar com o que falo? Se sim, fique tranqüilo, estamos juntos na nossa humanidade. Não brigue, não se sinta o resto, o pior, você não é, somos apenas seres humanos! Também não se decepcione com seu Deus, com sua fé, você está vivendo um processo, está em meio a uma caminhada, dê passos, ainda que pequenos, mas não pare. E confie, não fixe seu olhar nas limitações, olhe para o Senhor.

Que Deus te abençoe,

Um abraço desse ser extremamente humano,

Giovani Zainotte

O processo do milagre – At. 9. 32-35


Nós sempre estamos a espera de um milagre... Seja uma intervenção de Deus em nossa família, seja uma porta que esperamos que Deus abra, seja a salvação de alguém que amamos, seja uma cura física, emocional. Enfim, o fato é que sempre temos algo a buscar, a suplicar.

No texto em questão, quem está aguardando um milagre é Enéias. O nome Enéias, no grego, significa: “o glorioso, o herói”. Só que seu nome não condizia com seu estado de vida. Enéias estava há oito anos paralítico. Ser alguém com deficiência física hoje já não é fácil, mas naquele tempo, os recursos eram ainda mais escassos e havia a idéia de problemas espirituais, o que gerava preconceitos para com o portador da deficiência.

O verso 32 deixa claro que Enéias era um convertido, pois Pedro desceu “aos santos que estavam em Lida”. Mesmo sendo “crente”, tendo um nome tão significativo, Enéias na verdade estava vivendo uma grande crise em sua vida. Às vezes pessoas olham para aspectos de nossa vida achando que estamos muito bem, mas não sabemos a profundidade de nossas dores, de nosso sofrimento. Alguém poderia pensar sobre Enéias: “Ali vai o glorioso, o herói”, mas em sua vida não havia nenhuma glória, nada de heróico.

Chega então Pedro, cheio de unção de Deus. Sua fala nos trás um processo interessante na dinâmica do milagre, acompanhe:

I- Jesus Cristo te cura - Eu fico imaginando Enéias... Oito anos sofrendo, quantas orações, quantas expectativas frustradas, quantas noites sem dormir achando que nunca alcançaria a vitória. Um belo dia, o enfermo Enéias escuta: “Enéias, Jesus Cristo te cura!” Meu Deus, imagine como essa frase encheu o coração de Enéias. Meus amados é certo que vivemos um tempo de muitas batalhas, lutas, dores, mas não podemos nos esquecer da mensagem de vitória: “Jesus Cristo te cura!”, e não só isso, ele te liberta, te salva restaura você, sua família, seu casamento. Eu creio no poder que há no nome de Jesus, eu creio que Ele continua operando na vida daqueles que crêem. No processo do milagre, eu não posso me esquecer do poder de Jesus. Eu tenho certeza que Enéias nunca mais enfrentou nenhuma luta em sua vida sem se lembrar da voz de Pedro naquele grande dia onde ele experimentou do poder do Senhor!

II – Levanta-te - A ordem de Pedro se dada a mim, não me incomodaria em nada, mas a Enéias, um paralítico, poderia até soar como uma afronta. Para Enéias, levantar-se significava romper limites. Há oito anos Enéias não se levantava. No processo do milagre encontramos a necessidade de estarmos dispostos a romper nossas limitações. Pense agora no que te limita: medo, timidez, preguiça, acomodação, traumas, falta de visão, palavras malditas, etc. para alcançarmos o milagre seremos convidados a romper com estas e outras coisas.

Escute, a condição para Enéias levantar-se vinha do poder de Deus, Ele restauraria o perfeito funcionamento do corpo de Enéias, mas a atitude de levantar-se era de Enéias. Existem muitas pessoas agindo de forma a que os outros tenham pena deles. Deus nunca terá pena de você! Por dois motivos: 1. Ele sabe que fomos criados cheios de capacidade, pois foi Ele quem concedeu essa capacidade. 2. Ele sabe que aquilo que eu não posso, Ele pode, é só eu buscar! Então não fique parado, faça sua parte, levante-se, rompa!

III- Arruma o teu leito - Eu não sei você, mas eu, depois de oito anos no estado de Enéias, recebendo a cura, a última coisa que eu pensaria seria arrumar o leito. Só que o leito era o símbolo da dor, da angustia, do terror na vida desse homem. Muitos de nós nos achegamos, recebemos milagres, bênçãos, vitórias, mas nos esquecemos de arrumar nossos “leitos”, nossas vidas. Glória a Deus pelo milagre, mas o leito do pecado precisa ser arrumado, glória a Deus pelo milagre, mas o leito da mentira, da fofoca, da falsidade, do adultério, da prostituição, da rebeldia, da desobediência, da frieza espiritual, o leito de uma vida longe de Deus precisam ser arrumados.

Qual o resultado do processo do milagre? Um homem feliz? Sim, Enéias estava muito feliz, assim como nos ficamos alegres quando recebemos vitórias. Mas não para aí. O verso 35, mostra-nos que o milagre na vida de Enéias provocou muitas conversões. Muitas vezes ouço pessoas dizendo que não sabem levar ninguém a Jesus, então aprenda com Enéias, ele não disse uma palavra, apenas viveu o Evangelho, obedeceu, tomou atitudes e muitas pessoas creram em Jesus.

Te convido a crer no poder do nome Jesus que te cura, salva, liberta... Te convido a romper seus limites, te convido a arrumar o teu leito e viver o milagre de Deus.

Que possamos também viver o Evangelho, o processo do milagre a cada dia.

Deus nos abençoe,

Rev. Giovani Zainotte

Filipe – um homem comum, resultados extraordinários



E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo. E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia; Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. E havia grande alegria naquela cidade.
At. 8. 5-8
É extraordinário o que pode acontecer para e através de um homem comum quando Deus põe um pouco de dificuldade e o poder do Santo Espírito na mistura.

Os crentes da igreja de Jerusalém começaram a abandonar a cidade em grande número por causa das ondas de perseguição por causa do testemunho que estavam dando a respeito de Jesus Cristo. Mas aquilo que os inimigos do Evangelho pensavam ser mal Deus usava como sendo bom, tal qual os crentes da Dispersão, que, ao fugirem de Jerusalém, levaram consigo a mensagem da salvação por meio de Jesus Cristo.

Filipe deixou Jerusalém e foi até Samaria, onde, comprometido com a pregação do Evangelho, liderou as salvação de multidões. Quando Filipe realizou milagres, expulsando demônios e curando muitos, o povo passou a ouvir as palavras de Filipe a respeito do Messias, que o capacitou a realizar esses feitos maravilhosos.

Um homem comum, uma pequena perseguição e um toque da parte do Espírito de Deus conduziram a conversão de massas na cidade de Samaria. Tal como Jesus havia predito, a mensagem do Evangelho fez o seu caminho, começando por Jerusalém e indo até os confins da terra (At. 1.8)

Filipe ilustra bem o que um líder, com a capacitação dada pelo Espírito Santo e com a autoridade de Jesus Cristo, pode fazer para mudar o mundo.

Extraído da Bíblia da Bíblia da Liderança Cristã – Sociedade Bíblica do Brasil

Estabelecendo prioridades


“Há muitas coisas que podem prender meus olhos,
mas muito poucas são capazes de prender meu coração”
Tim Redmond



Um dos grandes erros que podemos cometer é o de querermos abraçar o mundo inteiro com nossos braços. Querermos fazer tudo, estar em todos os lugares, se envolver com muitas atividades.

Há uns anos passados participei de um retiro que tinha um interessante tema: “Ninguém detém uma igreja que sabe para onde vai”. Você sabe para onde está indo? Sabe o que quer realmente, tem definido diante de si prioridades claras?

Quando estas perguntas não são facilmente respondidas por nós, corremos o risco de ficar andando em círculos, perdendo tempo, recursos, energia. Quantas pessoas já iniciaram vários cursos superiores e no meio do caminho descobriram que não era bem aquilo que queriam? Quantas pessoas já embarcaram em várias profissões e de repente viram que não era aquilo que desejavam? Quantas pessoas você conhece que “dançam conforme a música”, de acordo com as pessoas que estão a sua volta? Por aí vai, muitos são os exemplos de como é perigoso não ter alvos bem definidos.

Veja o exemplo de Jesus. Ele sabia exatamente o que Ele queria, onde queria chegar, o que queria conquistar. O alvo de Jesus era estabelecer o Reino de Deus, anunciar o Evangelho, alcançar os perdidos da casa de Israel.

Quando estas coisas estão bem definidas, as pressões que sofremos não são capazes de nos tirar do caminho. Jesus sofreu muitas pressões. Os fariseus o pressionaram, os romanos o pressionaram, os mais achegados o pressionaram... As pressões fazem parte de nosso dia-a-dia, não há como eliminá-las. A única forma de não sermos sufocados por elas é ter um objetivo claro. Se você não estabelecer prioridades, as pressões vão fazê-lo mudar de idéia a todo o momento, vão fazer você iniciar muitas coisas e não concluir nenhuma. Nenhuma pressão foi capaz de mudar o caminho de Jesus, Ele seguiu firme até o final, até completar sua missão.

Outra coisa inevitável na caminhada são as decepções. Jesus teve vários momentos de decepção, com as multidões, com seus discípulos, etc. E como as decepções conseguem nos arrastar de caminhos. Ao nos decepcionarmos, pensamos ter o direito de parar tudo, de mudar de rumo, de abandonar projetos. Afinal de contas fomos atingidos! Somente a paixão por um projeto, por um alvo, por um objetivo é capaz de nos fazer permanecer firmes.

Na vida de Jesus as seduções também estiveram presentes. Sempre vão aparecer projetos supostamente maiores do que o que estamos envolvidos, coisas aparentemente mais nobres sempre estarão a nossa volta. Quão perigosas são estas coisas. Um belo homem ou uma bela mulher podem fazer o projeto do nosso casamento parecer não tão importante. As estatísticas do mercado de trabalho podem fazer o projeto da nossa profissão parecer obsoleto. Os valores do mundo, sempre com uma bela apresentação, podem fazer os valores de Deus parecerem totalmente negociáveis. Se não tivermos prioridades bem definidas, facilmente cederemos às seduções.

Quantos de nós estamos correndo atrás do vento. Sem saber pra onde ir, sem saber o que fazer. O tempo está passando e nada está sendo produzido. Fazemos muita coisa, mas na verdade não fazemos nada, vamos a muitos lugares, mas não chegamos a lugar algum. Esse é o grande perigo de não se ter foco, de não se eleger prioridades.

Você sabe pra onde está indo? Se sabe, tenha certeza, nada poderá lhe impedir de chegar, os obstáculos poderão até dificultar, quem sabe até atrasar sua chegada, mas não serão capazes de roubar-lhe o foco.

Pense na declaração de Paulo em II Tm 4.7: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” Você diria que esta é uma declaração de alguém que estabeleceu ou não prioridades para sua vida? Paulo sabia exatamente qual era o grande combate em que ele estava envolvido, assim também como tinha bem definida a carreira que lhe fora proposta e certamente sabia muito bem em quem ele cria para guardar sua fé. O sucesso do ministério de Paulo devia-se a sua fidelidade às prioridades que ele mesmo estabeleceu em sua vida sob a orientação do Espírito Santo.

Que eu e você possamos, sensíveis aos Espírito Santo, eleger prioridades em nossas vidas, estabelecer metas, alvos, definir claramente onde queremos chegar. E dessa forma conquistaremos para a glória do Senhor!

Deus te abençoe,
Rev. Giovani Zainotte

Cavarei um pouco mais - Gn. 26. 1-25

O texto nos mostra uma passagem na vida de Isaque. Este é um personagem interessante na Bíblia. Ele nunca teve vida fácil. Sendo filho da promessa, nasce depois de uma conturbada história envolvendo seus pais e serva Hagar. Vê sua família meio desestabilizada, o irmão é quase que um adversário. De repente se vê indo em direção a um holocausto onde o animal sacrificado seria ele...

Isaque está na terra dos filisteus – Gerar – buscando alimentos e acontece que a princípio estava tudo bem, mas quando Isaque começa a prosperar mais que os filisteus, então eles o expulsam de Gerar (v. 14-16).

O que levou Isaque prosperar mais do que os filisteus em Gerar? O que levou Isaque a não desistir depois de ter sido expulso da terra?


Isaque está debaixo de obediência (v. 2-3) – Deus tem falado muito em meu coração nesse tempo sobre obediência. Nós deixamos de conquistar muitas coisas porque nos falta obediência. Muitos oram e jejuam sem parar, mas não conquistam, e isso porque sua oração e seu jejum, não são acompanhados de obediência, mas são apenas “sacrifícios” que nos oferecemos a Deus na tentativa de adquirir coisas.

Isaque está debaixo de promessas (v. 3-4) – A Bíblia diz que Deus zela por cumprir sua Palavra. Todas as promessas de Deus em nossas vidas serão cumpridas. Saber isso é saber que mesmo as piores oposições não conseguirão impedir a nossa caminhada.

Isaque trabalhou naquela terra (v. 12) – Nós precisamos nos conscientizar de que em tudo há a necessidade do nosso envolvimento. Isaque prosperou em Gerar, porque ele obedeceu, porque ele tinha promessa e porque ele plantou.

Diante da prosperidade de Isaque, os filisteus enchem-se de inveja e começam a lutar contra Isaque. É uma ingenuidade achar que quando estivermos vivendo em obediência, e tivermos uma promessa e ainda estivermos fazendo a nossa parte, não seremos alvos de lutas, de dificuldades.

O fato é que Isaque era visitante naquela terra, e ele prosperou de tal forma como nunca os filisteus haviam prosperado, e isso despertou inveja nos filisteus. Cuidado para você não ser achado como um filisteu, lutando contra alguém que está debaixo da benção do Senhor, só porque em alguma área, essa pessoa avançou mais que você!

Isaque e seus servos, seus pastores são expulsos de Gerar, mas não desanimaram, buscaram outro lugar para estar e cavar seus poços.

Cavaram um poço (v. 19-20), mas os filisteus vieram e tomaram. Isaque dá o nome de Eseque ao poço. Tal nome significa contenda. Quantos poços nós cavamos em nossas vidas e der repente, sem saber de onde, começam a surgir toda sorte de confusão, de barulho, de inquietação...

Cavaram outro poço (v. 21), mas novamente os filisteus vieram tomá-lo. Então Isaque deu o nome daquele de Sitna, que quer dizer inimizade. Seu o poço que você estiver cavando não der água, fique tranqüilo, ninguém vai se preocupar com você, mas se água aparecer, se prepare, pessoas vai se chatear com você. Inclusive, as mais próximas, inclusive irmãos da igreja, inclusive parentes...

Isaque e seus servos cavam mais um poço (v. 22) e ali encontram paz, ninguém vem contender com eles, e ele então põe o nome neste de Reobote, que quer dizer alargamento.

Quantos de nós começamos a cavar poços, projetos em várias áreas e de repente vimos tais poços serem entulhados? O que fizemos? Muitos desistem, acham que todas as suas forças foram gastas no poço anterior. Mas Deus nos diz para cavar um pouco mais.

Quem desistir em Eseque (lugar da contenda);
Quem desistir em Sitna (lugar da inimizade);
Não vai desfrutar de Reobote (lugar do alargamento).

Após isso, nos versos 23-25, Isaque vai para outro lugar – Berseba – ali eles edificam um altar, invocam o nome do Senhor, armam uma tenda e ... cavam um poço. Isso me faz lembrar os últimos anos de ministério de Paulo, quando ele diz a Timóteo: “Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé”. Muitos depois de algumas conquistas acabam por esquecer os princípios. Paulo declara que depois de tantas vitórias, ele continuava crendo. As lutas não o tornaram amargo, e as vitórias não o envaideceram. Isaque continuava a erguer altares ao Senhor, continuava a invocá-lo, continuava a cavar poços.

Que Deus nos ajude a sempre cavar um pouco mais...
Pr. Giovani Zainotte